"Aconteceu em San Diego, Califórnia, nos Estados Unidos da América.
Numa enorme piscina decorria um espectáculo maravilhoso, num ambiente de alegria esfusiante. Alguns golfinhos, bem treinados, parecendo sorrir para a multidão, exibiam-se em variados e belos números de acrobacia. Alguns treinadores acompanhavam e dirigiam as habilidades dos animais, acarinhando-os e recompensando-os com pedacitos de peixe. Mas esses jovens sorriam permanentemente, transmitindo essa expressão de alegria a todos os espectadores.
Um dos espectadores descobriu por acaso o segredo daquele sorriso...
Viu dentro da porta por onde cada treinador entrava em cena um grande letreiro com estas palavras:
'Lembra-te de sorrir. Vais entrar em público!'
e aquele aviso incisivo, no momento da entrada, levava-os a entrar sorrindo, a permanecer em acção sorrindo e a retirar-se sorrindo.
Pensei que este aviso faz falta, bem visível, diante de muita gente: de mim e de alguns dos ouvintes ao entrar na cena da vida, sobretudo em público, em cada manhã. Antes de sair de casa, nos transportes, antes de entrar no local de trabalho, em todo o contacto com os outros ao longo do dia...
'Lembra-te de sorrir. Vais entrar em público!'
Haveria, sem dúvida, rostos menos tristes, atendedores mais simpáticos, expressões menos sombrias e mais amáveis, se cada um, mesmo com algum sofrimento íntimo, tentasse sorrir e acolher os outros com um sorriso.
'Quando um rosto sorri, nasce o sol no coração!'
diz um provérbio japonês
Vale a pena um esforço para receber e atender os outros com um sorriso amável. Nasce o sol no coração tantas vezes angustiado dos outros que nos procuram ou que trabalham a nosso lado de alma carregada de sofrimento."
Retirado do livro: "Rezar com a Vida" de Mário Salgueirinho